ninguém está seguro por se manter aparentemente firme em meia dúzia de convicções. tudo que ensinam na Faculdade foi pré-selecionado. por mais glorioso que pareça, tem a finalidade de compra ou venda. de lucro, feito pra ser bonito no mercado. os discursos feitos por meia dúzia de barbudos meio intelectuais, meios de esquerda... são só discursos. são só palavras. e eu não consigo me adaptar num lugar onde as citações valem mais que a opinião de quem está ali. seja a realidade uma ilusão de sentidos confusos, seja o tempo uma ilusão de ideias transbordando pelo espaço, seja o tempo histórico algo para eu me apoiar na minha argumentação. vivemos algo hoje, um momento que dura um mês ou completa aniversário de um ano. vivemos um tempo e nele há certos aspectos comuns e facilmente identificáveis a todos. sem querer ser prática. afinal, eu não sou uma pessoa prática. se eu fosse não teria três blogs pra escrever sobre os meus medos. eu também não quero descartar ideias. nem toda ideia velha é caduca. mas eu nego. não quero engolir seus manifestos, tuas dores vermelhas, teus discursos metódicos, monótonos, repetitivos. nem me classificar inutilmente, como se só houvesse dois caminhos para escolher, esquerda ou direita. estou cansada das lamúrias de burguês dos militantes que pouco ou nada se importam, de fato, com o peso diário que é suportar esses dias amargos, cheios de doces para disfarçar o tédio.
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